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Escanografia e construção do visível

A produção de Karla Melani se organiza a partir de uma compreensão da imagem como estrutura ativa, capaz de instaurar regimes de percepção e de operar diretamente na construção do real. Sua pesquisa se concentra na escanografia como linguagem, não como recurso técnico, mas como dispositivo que redefine o modo de produzir e experimentar a imagem.

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Giorgia Volpe na Manif d’art 12: escutar a cidade

Entre as muitas estratégias pelas quais a arte contemporânea tenta tornar sensível aquilo que permanece invisível nas estruturas sociais, poucas são tão discretas e incisivas quanto as propostas de Giorgia Volpe. Nascida em São Paulo e radicada em Quebec desde o final dos anos 1990, a artista desenvolveu ao longo de décadas uma prática marcada por ações mínimas, objetos relacionais e intervenções que se infiltram na vida cotidiana. Sua participação na Manif d’art – Biennale de Québec reafirma essa vocação para operar no limiar entre gesto poético e leitura crítica do espaço social.

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Entre a terra e o gesto

O quintal aparece antes do discurso. Um pedaço de terra irregular, um animal que observa à distância. Nada ali parece pedir interpretação imediata. A cena se impõe pela familiaridade e, ao mesmo tempo, por uma estranheza discreta, como se aquilo que se reconhece não pudesse mais ser nomeado com precisão. É nesse intervalo, entre o que se lembra e o que escapa, que o trabalho de Isabella Siqueira se instala.

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Giorgia Volpe: entre gestos, tramas e territórios

A obra de Giorgia Volpe nasce de uma atenção minuciosa aos movimentos discretos do mundo. São gestos quase imperceptíveis, objetos que pertencem ao cotidiano e materialidades que acompanham a vida comum. Ao segui-los, a artista não busca o detalhe pelo seu caráter ilustrativo, mas pela consciência de que é ali, no pequeno, que se inscrevem as forças que moldam nossa experiência sensível.

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Cinco Solos: a arquitetura do gesto e do silêncio

Cinco Solos nasce como uma série de 28 folhas em feltro sintético recortado a laser, produzidas por Adalgisa Campos em 2022 durante sua residência na La Chambre Blanche, no Canadá. Cada página funciona como um “solo” autônomo, mas que, ao se reunir às demais, evoca paisagem, corpo e estrutura. A obra expande, em forma e conceito, investigações já presentes em outros projetos da artista, aprofundando a relação entre desenho, repetição, espacialidade e gesto.

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Entre o animal e o símbolo: a pintura como ecologia do sensível em Artur Rios

Em um mundo cada vez mais dissociado da natureza, onde o corpo é muitas vezes percebido como máquina e a arte, como mercado, a obra de Artur Rios se coloca como um convite ao reencontro com o instintivo, o selvagem e o simbólico. Nascido na Bahia, formado em Artes Plásticas pela UFBA e com especialização em Arteterapia, Rios construiu uma trajetória que entrelaça técnica e pulsão, fantasia e crítica, em uma pintura que evoca não apenas imagens, mas atmosferas.

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Marcenaria Olinda: a madeira como gesto, tempo e território

Para Fernando Ancil, a madeira não é apenas um material a ser manipulado, mas uma linguagem a ser escutada. Suas veias, fissuras e cheiros são registros de um tempo não-linear, de uma história que sobrevive à obsolescência industrial. Ao optar exclusivamente por madeiras reaproveitadas, a Marcenaria Olinda estabelece um pacto ético com a matéria: cada móvel, escultura ou instalação carrega em si não apenas um propósito funcional, mas também uma narrativa. É a memória do material, reativada pelo gesto, que define a poética do projeto.

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A pintura como afirmação de si: a poética de Marcio Marianno

Na produção de Marcio Marianno, a pintura se apresenta não apenas como meio expressivo, mas como campo de afirmação existencial e elaboração de memória. Nascido em São Paulo, em 1978, o artista vive e trabalha no centro da cidade, onde mantém seu ateliê e desenvolve uma prática que transita entre a tradição técnica da pintura a óleo e a construção de narrativas visuais profundamente subjetivas. Também atua como educador, ministrando aulas de pintura tanto em seu ateliê quanto em unidades do Sesc, reafirmando seu compromisso com a partilha do conhecimento artístico como prática coletiva e política.

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