Exposição Garatujas e Garranchos, Individual de Sebastião Pedrosa

Local: Lança Galeria

Endereço: Rua Major Sertório, 88, conj 502 - Vila Buarque - São Paulo

De 28 de março a 16 de maio, de terça a sexta, das 14h às 19h30.

(Outros horários mediante agendamento)

Giorgia Volpe na Manif d’art 12: escutar a cidade

Entre as muitas estratégias pelas quais a arte contemporânea tenta tornar sensível aquilo que permanece invisível nas estruturas sociais, poucas são tão discretas e incisivas quanto as propostas de Giorgia Volpe. Nascida em São Paulo e radicada em Quebec desde o final dos anos 1990, a artista desenvolveu ao longo de décadas uma prática marcada por ações mínimas, objetos relacionais e intervenções que se infiltram na vida cotidiana. Sua participação na Manif d’art – Biennale de Québec reafirma essa vocação para operar no limiar entre gesto poético e leitura crítica do espaço social.

Óleo sobre tela - Isabela Siqueira

O quintal aparece antes do discurso. Um pedaço de terra irregular, um animal que observa à distância. Nada ali parece pedir interpretação imediata. A cena se impõe pela familiaridade e, ao mesmo tempo, por uma estranheza discreta, como se aquilo que se reconhece não pudesse mais ser nomeado com precisão. É nesse intervalo, entre o que se lembra e o que escapa, que o trabalho de Isabella Siqueira se instala.

A obra de Giorgia Volpe nasce de uma atenção minuciosa aos movimentos discretos do mundo. São gestos quase imperceptíveis, objetos que pertencem ao cotidiano e materialidades que acompanham a vida comum. Ao segui-los, a artista não busca o detalhe pelo seu caráter ilustrativo, mas pela consciência de que é ali, no pequeno, que se inscrevem as forças que moldam nossa experiência sensível.

Na produção de Marcio Marianno, a pintura se apresenta não apenas como meio expressivo, mas como campo de afirmação existencial e elaboração de memória.