FORMAS DE PRESENÇA
ART.PE 2026
O que significa estar presente? É a partir dessa questão que Formas de Presença reúne sete artistas de distintas gerações e trajetórias, propondo um percurso pelas diferentes maneiras como cada produção estabelece sua relação com o espaço e com o espectador.
SERVIÇO
ART.PE 2026 | 5ª Feira de Arte Contemporânea de Pernambuco
Data: 14 a 18 de outubro de 2026
Local: Recife Expo Center
Endereço: Cais de Santa Rita, 156, São José, Recife, PE.
Horários:
14/10 (quarta-feira): 14h às 21h, preview para convidados.
15/10 (quinta-feira): 13h às 21h.
16/10 (sexta-feira): 13h às 21h.
17/10 (sábado): 13h às 21h.
18/10 (domingo): 12h às 19h.
Última entrada: uma hora antes do encerramento de cada dia.
Ingressos: disponíveis para visitação de quinta a domingo, pela plataforma Sympla.
Instagram: @art__pe
Na série Caminhos do Ferro, Gregório Soares trabalha com placas de concreto e fragmentos metálicos incorporados à superfície. As peças são pequenas, medem 25 x 25 cm, mas carregam uma presença que não depende da escala. Há nelas uma relação direta com o peso dos materiais, com o tempo inscrito nas coisas e com aquilo que permanece depois que um objeto deixa de cumprir sua função original.
A produção de Karla Melani se organiza a partir de uma compreensão da imagem como estrutura ativa, capaz de instaurar regimes de percepção e de operar diretamente na construção do real. Sua pesquisa se concentra na escanografia como linguagem, não como recurso técnico, mas como dispositivo que redefine o modo de produzir e experimentar a imagem.
Giorgia Volpe na Manif d’art 12: escutar a cidade
Entre as muitas estratégias pelas quais a arte contemporânea tenta tornar sensível aquilo que permanece invisível nas estruturas sociais, poucas são tão discretas e incisivas quanto as propostas de Giorgia Volpe. Nascida em São Paulo e radicada em Quebec desde o final dos anos 1990, a artista desenvolveu ao longo de décadas uma prática marcada por ações mínimas, objetos relacionais e intervenções que se infiltram na vida cotidiana. Sua participação na Manif d’art – Biennale de Québec reafirma essa vocação para operar no limiar entre gesto poético e leitura crítica do espaço social.
O quintal aparece antes do discurso. Um pedaço de terra irregular, um animal que observa à distância. Nada ali parece pedir interpretação imediata. A cena se impõe pela familiaridade e, ao mesmo tempo, por uma estranheza discreta, como se aquilo que se reconhece não pudesse mais ser nomeado com precisão. É nesse intervalo, entre o que se lembra e o que escapa, que o trabalho de Isabella Siqueira se instala.
A obra de Giorgia Volpe nasce de uma atenção minuciosa aos movimentos discretos do mundo. São gestos quase imperceptíveis, objetos que pertencem ao cotidiano e materialidades que acompanham a vida comum. Ao segui-los, a artista não busca o detalhe pelo seu caráter ilustrativo, mas pela consciência de que é ali, no pequeno, que se inscrevem as forças que moldam nossa experiência sensível.
Na produção de Marcio Marianno, a pintura se apresenta não apenas como meio expressivo, mas como campo de afirmação existencial e elaboração de memória.

