EXPOSIÇÕES

Cosmografia e Lencinhos Adalgisa Campos

22.AGO.26 - 02.OUT.26

Muitos séculos depois, Donna Haraway propôs pensar o conhecimento como necessariamente situado. Todo olhar parte de uma posição, de um corpo, de circunstâncias específicas. As medições de Adalgisa também são situadas. Guardam certa proximidade com as dimensões reais das coisas, mas não pretendem ser neutras. São medidas tomadas por um corpo em sua relação com o mundo.

Antes da medida, porém, há o desenho. Sempre, antes de tudo e por fim, o desenho.

Garatujas e Garranchos: Sebastião Pedrosa

28.MAR.26 - 16.MAI.26

Referimo-nos como “eixo” às cidades do Sudeste brasileiro por conta de sua hegemonia econômica sobre os circuitos artísticos. A alcunha, por sua vez, se constituiu apartada de um mundaréu de produções que prescindem dessa validação para existir e adquirir relevância nos anais da arte contemporânea brasileira. É o caso de Sebastião Pedrosa, artista nascido na cidade de Vicência, na Zona da Mata Norte de Pernambuco.

Outro ABC: Marcenaria Olinda

07.MAR.26 - 13.MAR.26

A Lança Galeria, em sua trajetória de valorização da produção brasileira, acolhe este projeto com a certeza de que é no local que encontramos o universal. Nesta Semana do Design de São Paulo, enquanto o mundo debate as novas linguagens do mobiliário e do objeto, propomos um desvio. Um retorno à letra, ao gesto manual, à palavra que se faz carne na madeira. Um convite para que cada um escreva, com esses bancos-letras, sua própria história, ainda que provisória, para ser desmanchada e refeita pelo próximo.

Giorgia Volpe e Gregório Soares: CORPOCONCRETO

22.NOV.25-06.FEV.26

A exposição CORPOCONCRETO reúne obras de Giorgia Volpe e Gregório Soares em torno dessa pergunta, propondo uma reflexão sobre o que existe como experiência, e não apenas como forma. Aqui, o concreto é entendido como aquilo que se manifesta no mundo — o que tem presença própria, seja física ou imaginada.

Inspirada na fenomenologia de Maurice Merleau-Ponty e no pensamento de Georges Didi-Huberman, a mostra investiga o ponto em que corpo, espaço e imagem deixam de ser representação e passam a ser experiência sensível. O concreto é o que vibra, o que resiste à abstração, o que se dá a ver e permanece.

Gina Dinucci: Espaços de nossas solidões

20.SET-31.OUT/25

Fazer só, aqui, é exercício contínuo de quem precisa criar a partir de um espaço íntimo, habitado por presenças invisíveis, sem esquecer que a artista conta com uma extensa produção em que deixa correr em paralelo as práticas de criação em ateliê com as práticas colaborativas com pessoas de todas as idades. A pesquisadora Erin Manning, que também é artista e educadora, nos traz aqui uma perspectiva interessante para considerar o fazer só como parte do fazer junto: para ela, assim como para Gina, não há gesto que exista fora da relação, mesmo o movimento aparentemente solitário carrega ecos do coletivo, atravessado por intervalos que conectam corpos, tempos e forças.

Corpos em Tensão: Masculinidades em Perspectiva

26.ABR-30.MAI/25

A exposição "Corpos em Tensão" propõe um mergulho nas complexas construções sociais e culturais em torno da masculinidade, através do olhar de três artistas homens que, a partir de diferentes vivências e linguagens, questionam estereótipos, papéis de gênero e as expectativas impostas sobre o corpo masculino. A expografia busca criar um diálogo entre as obras, evidenciando as tensões e contradições presentes na experiência masculina contemporânea.

A geometria da emoção

10.FEV-26.FEV/25

Mergulhamos no universo de Ale Telles, artista que desafia a tela com a força da emoção traduzida em geometria. Suas pinturas acrílicas, meticulosamente planejadas em rascunhos e concretizadas com a precisão de moldes e compassos, revelam um diálogo profundo entre a técnica e a alma.

O Traçado do Arremesso

26.SET-06.DEZ

Lança, em sua exposição de abertura, embarca em uma viagem artística que transcende fronteiras geográficas e mergulha nas profundezas da expressão individual. A curadoria, meticulosamente elaborada, reúne três artistas de diferentes cantos do Brasil: Pernambuco, Alagoas e São Paulo. Cada um deles, com sua técnica e pesquisa únicas, tece narrativas visuais que ecoam a essência da marca Lança.