Antonio Mendes

Recife - PE, 1965

Paisagista de origem, trabalhou durante anos realizando pinturas de campo. Em 2016, iniciou um processo de transformação no qual acentuou um olhar subjetivo sobre sua produção, estabelecendo uma linguagem menos realista em suas pinturas. Considera-se um artista em trânsito. Sua inspiração vem das experiências que vive e do que acontece no mundo. Assim, seus quadros exploram suas reflexões sobre o sentido da vida.

Nessas mais de três décadas de carreira como artista, participou de várias exposições coletivas. Entre elas, destacam-se a I Mostra de Artes Plásticas de Olinda, “Paisagem Pernambucana” (1995), e a exposição Antonio Mendes e Mané Tatu, cuja apresentação foi escrita por Tereza Costa Rêgo. Ganhou o Prêmio Imagem, em 1992, no concurso de pintura da Caixa Econômica Federal Pintando o Natal.

Dentre as exposições individuais, destacam-se Paisagem II, em 1993, apresentada por José Gomes de Andrade Filho; Múltiplos (1997), apresentada por Maria Carmem e Maria Lúcia Vieira de Melo; Figuras (2001), apresentada por Luciano Pinheiro; Casa Amarela (2003), na qual o artista presta homenagem a Van Gogh; A Persistência da Paisagem (2012), apresentada por Raul Córdula; Ego em Suspensão e Fragmentos de Luz (2019), apresentada por José Cláudio; e Entre Dissonâncias e Silêncios (2023), apresentada por Bete Gouveia.

Como citou Raul Córdula, Antonio Mendes é um dos raros artistas da pintura que não se limita “a plasmar o real”, mas vai além e “cria sua própria maneira de pintar o que vê em seu horizonte”. Possui trabalhos em monotipia e desenhos em grafite.

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